O mercado do vinho é um dos mais exigentes do mundo, com consumidores e especialistas que procuram produtos de qualidade para colocar em sua mesa. Não é de hoje, entretanto, que rótulos produzidos na América do Sul vêm conquistando cada vez mais adeptos por aqui e também em diferentes regiões do globo.

Mas o que tem feito os mais diferentes vinhos da América do Sul, produzidos em países como o Chile, Uruguai, Argentina e Brasil, ganharem tanto destaque no resto do mundo?

Chile: posição geográfica perfeita

vinhos da américa do sul - chile

O segredo do sucesso dos vinhos chilenos tem uma resposta que é praticamente unanimidade entre os especialistas nessa bebida: a posição geográfica privilegiada do país.

Localizado perfeitamente entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, o Chile é um país protegido da ação de pragas (por conta da altitude em determinadas regiões) e também favorável para cultivar diferentes uvas por conta da influência dessas características no seu terreno (que conta com clima mediterrâneo e tropical em regiões próximas).

Essa facilidade de produzir os mais diversos tipos de uva – Cabernet Sauvignon, Merlot e a aclamada Carménère – permite ao Chile produzir bons vinhos em um grande volume e com bom aproveitamento das uvas, garantindo preços mais baixos de exportação e maior penetração dos rótulos chilenos no mercado.

Existem vinhos de todos os tipos e qualidade no Chile, porém os rótulos de sucesso são bastante equilibrados e saborosos, mesmo que tenham características diferentes de acordo com cada casta utilizada.

Uruguai: tradição familiar e excelente adaptação da uva Tannat

vinhos da américa do sul - uruguai

O Uruguai é apenas o quarto produtor de vinho da América do Sul e, mesmo com sua pequena produção, consegue ser um dos nomes fortes desse mercado no mundo. O segredo do sucesso dos vinhos uruguaios tem duas razões: a tradição familiar que sustenta as empresas de vinho no país e, é claro, a identificação da uva Tannat com o solo local.

A Tannat sempre foi a uva uruguaia, desde que foi trazida pelos espanhóis no final do século XIX. Foi essa casta que mudou o cenário dos vinhos uruguaios, que eram considerados de baixa qualidade. Como o clima no país é mais quente, úmido e com maior incidência solar do que seus vizinhos sul-americanos em algumas regiões, as plantações de uvas sempre sofriam com o risco de apodrecimento. Nas regiões frias, o tempo de maturação das uvas era prejudicado, dificultando a produção de bons vinhos.

A Tannat soube se adaptar bem a esse estilo, utilizando essas características do solo e clima uruguaio para desenvolver vinhos ácidos e alcoólicos, porém únicos e complexos. As vinícolas familiares desenvolveram técnicas que tornaram o vinho uruguaio produzido com essa uva em um símbolo do país.

Argentina: altitude favorece a criação de microclimas perfeitos para os vinhedos

vinhos da américa do sul - argentina

A Argentina tem o posto de maior produtor de vinhos da América Latina e, além do grande volume da bebida comercializada em todo o mundo, também é responsável por rótulos de qualidade. A extensão de seu terreno, que tem diferentes características de solo e clima, permite que a Argentina consiga ter um amplo espaço produtivo e, consequentemente, alto volume de vinhos para comercializar – situação que justifica seus bons preços no mercado.

É a altitude dos terrenos argentinos que garante o sucesso dos rótulos produzidos nesse país, visto que ela favorece a criação de vários microclimas ideais para vinícolas, em meio a terrenos pouco férteis como os desertos e pampas andinos. A uva Malbec é a que melhor se adaptou aos solos pouco nutritivos e secos do país, criando elegantes e complexos vinhos, tradicionalmente produzidos na região de Mendoza.

O avanço das tecnologias que combatem o clima seco, os ventos fortes e as regiões frias do país, também permite que a Argentina seja a terra de bons vinhos como a Cabernet Sauvignon, Tempranillo e a Syrah – além das uvas locais, Torrontés e Bonarda – produzidos em outras partes de seu terreno.

Brasil: tecnologia e investimento ajudam a aproveitar o melhor das regiões produtoras

vinhos da américa do sul - brasil

Por muito tempo, a produção de vinho brasileiro era ignorada pelo mercado local e mundial, por conta da baixa qualidade das bebidas produzidas por aqui. Especialistas, entretanto, acreditavam no potencial do terreno brasileiro e suas múltiplas características para produzir vinhos incríveis.

A importação de tecnologia europeia e muito investimento na produção local – vindo de produtores estrangeiros interessados em cultivar uvas por aqui – permitiu que o Brasil se tornasse um dos nomes mais fortes no mercado de espumantes mundial. O terroir do país, especialmente na serra Gaúcha, serra Catarinense e no Vale do São Francisco, é extremamente favorável para isso.

O resultado do investimento é a produção de espumantes modernos, refrescantes, com concentração moderada de álcool e um sabor frutado único, com a vantagem de garantir um alto custo-benefício para quem opta por consumi-lo.

A boa aceitação dos consumidores brasileiros aos espumantes locais, também permitiu que essa produção ganhasse força para conquistar o mundo.

 

Escolher um vinho da América do Sul para levar para a casa é, hoje, uma ótima oportunidade de viver uma excelente experiência, como promovem os melhores rótulos europeus. Qual é o seu vinho favorito? Conte para a gente!

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